Absorventes gratuitos e atendimento psicológico pelo SUS: dois direitos que você precisa conhecer

Você sabia que o SUS oferece absorventes gratuitos e atendimento psicológico online para mulheres? Conheça os programas Dignidade Menstrual e Acolhe Mais e saiba como acessar esses direitos.

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Saiba como retirar absorventes pelo Programa Dignidade Menstrual e solicitar atendimento psicológico gratuito, remoto e especializado para mulheres.

Dizem que informação é poder. Eu acrescentaria que informação é tudo e pode ajudar aliviar preocupações e, em determinadas situações, até transformar uma vida.

O que muita gente ainda não sabe é que existem dois serviços gratuitos oferecidos pelo governo federal que merecem muito mais divulgação. São eles a distribuição de absorventes higiênicos pelo Programa Dignidade Menstrual e o atendimento psicológico remoto para mulheres em situação de violência e cuidadoras familiares, oferecido pelo Acolhe Mais.

O que muita gente ainda não sabe é que existem dois serviços gratuitos oferecidos pelo governo federal que merecem muito mais divulgação. São eles a distribuição de absorventes higiênicos pelo Programa Dignidade Menstrual e o atendimento psicológico remoto para mulheres em situação de violência e cuidadoras familiares, oferecido pelo Acolhe Mais.

E sabe o mais interessante? Os dois podem ser acessados por meio do Meu SUS Digital, aplicativo oficial do Sistema Único de Saúde. Mas atenção! Cada serviço tem suas próprias regras. Então vamos entender direitinho quem tem direito, como solicitar e onde encontrar ajuda. Porque conhecer um direito é o primeiro passo para conseguir exercer.

1. Programa Dignidade Menstrual: sim, você pode retirar absorventes gratuitamente

Menstruar é um processo natural, mas os custos envolvidos nem sempre cabem no orçamento. E, convenhamos, a menstruação não consulta saldo bancário antes de chegar.

Pensando no enfrentamento da pobreza menstrual, o governo federal criou o Programa de Proteção e Promoção da Saúde e da Dignidade Menstrual, regulamentado em 2023, com distribuição gratuita de absorventes por meio do Programa Farmácia Popular desde 2024.

A proposta é garantir acesso a produtos básicos de higiene menstrual para pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de promover informação e educação sobre saúde menstrual.

Quem tem direito aos absorventes gratuitos?

O programa atende meninas, mulheres, homens trans e pessoas que menstruam, com idade entre 10 e 49 anos, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Além disso, é necessário atender a pelo menos uma destas condições:

  • Pertencer a uma família com renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
  • Ser estudante da rede pública de ensino, com renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
  • Estar em situação de rua, sem limite de renda.

O programa também prevê atendimento a pessoas privadas de liberdade e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, com formas específicas de distribuição.

Uma informação importantíssima: você não precisa necessariamente receber Bolsa Família para ter direito aos absorventes. O que importa é cumprir os critérios do programa e ter o cadastro exigido.

Quantos absorventes posso retirar?

Cada beneficiária pode retirar até 40 unidades de absorventes a cada 56 dias, quantidade estimada para dois ciclos menstruais e a distribuição ocorre em farmácias credenciadas ao Programa Farmácia Popular.

O benefício contempla absorventes externos. É possível escolher o tipo disponível que melhor atenda às suas necessidades, mas a marca depende do estoque da farmácia.

E não, não é preciso pagar nada pelos produtos fornecidos pelo programa.

Como retirar os absorventes? Veja o passo a passo

Passo 1: Acesse o Meu SUS Digital

Entre pelo aplicativo ou diretamente pelo site oficial:

https://meususdigital.saude.gov.br

Faça login utilizando sua conta Gov.br.

Passo 2: Encontre o Programa Dignidade Menstrual

No menu, procure a opção Dignidade Menstrual e clique em Emitir Autorização.

O sistema verificará as informações necessárias para identificar se você atende aos critérios.

Passo 3: Salve sua autorização

Se estiver tudo certo, será disponibilizado um documento de autorização, que poderá ser salvo no celular ou impresso.

A autorização tem validade de até 180 dias e, segundo as orientações do Ministério da Saúde, deve ser emitida novamente quando necessário após sua utilização.

Passo 4: Vá a uma farmácia credenciada

Apresente seu documento oficial de identificação com foto e CPF, juntamente com a autorização digital ou impressa.

Pronto! Você poderá realizar a retirada gratuita, respeitando o intervalo de 56 dias entre as retiradas.

E uma dica: não deixe de retirar pensando em acumular os absorventes para outro período. O programa não permite recuperar quantidades de ciclos anteriores que não foram retiradas.

E se eu não tiver celular, internet ou não conseguir emitir a autorização?

Calma, porque a falta de acesso à tecnologia não precisa ser o fim do caminho.

Você pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e solicitar ajuda para gerar e imprimir a autorização.Também é possível buscar orientação em equipamentos como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o CREAS e o Centro POP, voltado ao atendimento da população em situação de rua.

Aliás, se você ainda não possui CadÚnico, procure o CRAS ou um posto de cadastramento do seu município. O cadastro é gratuito e realizado presencialmente.

Saiba como se cadastrar:

https://www.gov.br/pt-br/servicos/inscrever-se-no-cadastro-unico-para-programas-sociais-do-governo-federal

Outra informação importante para famílias com adolescentes: segundo as orientações específicas do Ministério da Saúde, menores de 18 anos também podem retirar os absorventes sem a presença de um responsável legal.

Para encontrar os estabelecimentos, consulte a lista oficial de farmácias participantes do Farmácia Popular:

https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/farmacia-popular/publicacoes/farmacias-participante-do-programa-farmacia-popular/view

2. Acolhe Mais: atendimento psicológico gratuito e online para mulheres

Agora vamos falar sobre outro serviço que precisa ser conhecido.

Em agosto de 2026, o Ministério da Saúde ampliou nacionalmente o Acolhe Mais – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, uma iniciativa do SUS que oferece atendimento psicológico gratuito e remoto.

O serviço é destinado a mulheres que vivem ou já viveram situações de violência e também a mulheres que exercem atividades de cuidado familiar.

E aqui tem uma informação que pode fazer muita diferença porque não é necessário ter feito boletim de ocorrência para solicitar o acolhimento psicológico.

E quem pode receber atendimento?

O Acolhe Mais é destinado a mulheres a partir de 18 anos que:

  • Estejam vivendo ou tenham vivido situações de violência.
  • Sejam mães ou outras familiares que cuidam, sem remuneração, de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

Isso significa que o programa não atende apenas mulheres que estão vivendo violência no presente. Quem passou por essas experiências também pode procurar apoio. Além do mais, a iniciativa contempla mães atípicas, avós, tias, irmãs e outras mulheres que exercem atividades de cuidado familiar dentro dos critérios previstos.

E o que é considerado violência contra a mulher?

É importante lembrar que a violência não se resume a agressões físicas.

A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência, incluindo a psicológica, sexual, patrimonial e moral. Ameaças, humilhações, controle, isolamento e outras formas de abuso psicológico também podem provocar consequências profundas para a saúde mental. Não é preciso esperar que uma situação chegue à agressão física para buscar orientação e acolhimento.

E, para iniciar a solicitação do Acolhe Mais, o Ministério da Saúde informa que não é necessário apresentar documento comprovando a violência ou a condição de cuidadora.

Como funciona o atendimento psicológico?

As consultas são realizadas por videochamada, com psicólogas qualificadas para acolher as necessidades das usuárias.

Cada mulher pode receber até dez sessões de atendimento psicológico, com possibilidade de iniciar outro ciclo quando necessário.

Nos casos de violência, o primeiro atendimento também considera os possíveis riscos, a rede de apoio disponível e as necessidades específicas da mulher.

Se for preciso dar continuidade ao acompanhamento de outra forma, a equipe poderá orientar o acesso aos serviços presenciais do SUS, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Como solicitar o atendimento psicológico gratuito?

O processo começa pelo Meu SUS Digital.

Passo 1: Acesse o aplicativo Meu SUS Digital ou o portal oficial:

https://meususdigital.saude.gov.br

Passo 2: Entre utilizando sua conta Gov.br.

Passo 3: Na página inicial, procure a seção Miniapps.

Passo 4: Selecione a opção Acolhe Mais – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres.

Passo 5: Você será direcionada para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Passo 6: Preencha o cadastro, informando se está vivendo ou já viveu alguma situação de violência, ou se é cuidadora familiar nas condições atendidas pelo programa.

Passo 7: Finalize a solicitação.

De acordo com o Ministério da Saúde, a equipe entrará em contato em até 24 horas para realizar o agendamento. Isso não significa que a consulta acontecerá necessariamente nesse prazo.

Após o agendamento, a usuária receberá orientações, lembretes e o link de acesso à videochamada.

Você também pode consultar a página oficial do serviço:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/outubro/precisa-de-acolhimento-em-saude-mental-saiba-como-acessar-o-acolhe-mais-pelo-meu-sus-digital

E se eu estiver em situação de violência e precisar de ajuda imediatamente?

O Acolhe Mais é um serviço de cuidado em saúde mental, mas não substitui o atendimento de emergência ou os mecanismos de proteção.

Em situações de perigo imediato, ligue 190, número da Polícia Militar e denuncie. Em emergências médicas, acione o SAMU pelo 192.

Para receber orientação, conhecer seus direitos, localizar serviços especializados ou denunciar situações de violência, existe também a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180.

O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e também pode ser acessado pelo WhatsApp no número (61) 9610-0180.

Mais informações:

https://www.gov.br/mulheres/pt-br/ligue180

Se você estiver em um ambiente onde seu celular, suas mensagens ou sua navegação possam ser monitorados por outra pessoa, procure utilizar um dispositivo e um local seguros para buscar ajuda.

E lembre-se: o atendimento psicológico remoto não é a única possibilidade. As Unidades Básicas de Saúde e os CAPS também integram a rede pública de cuidados em saúde mental.

Informação também é uma forma de cuidado

Os dois serviços apresentados aqui atendem necessidades diferentes, mas compartilham algo fundamental: a proposta de ampliar o acesso a direitos e diminuir barreiras que impedem muitas pessoas de buscar cuidado.

O Programa Dignidade Menstrual ajuda a garantir um item essencial para quem menstrua e enfrenta dificuldades financeiras. O Acolhe Mais, por sua vez, amplia as possibilidades de acompanhamento psicológico para mulheres que enfrentam situações de violência ou sobrecarga decorrente das atividades de cuidado.

E embora nenhum programa resolva sozinho todos os problemas sociais que motivaram sua criação, conhecer sua existência já pode representar um caminho importante para quem precisa.

Por isso, compartilhe esta informação.

Pode ser que você não se enquadre nos critérios do Dignidade Menstrual ou do Acolhe Mais. Mas pode conhecer alguém que se enquadre. Uma vizinha, uma amiga, uma colega de trabalho, alguém da família ou mesmo uma pessoa que nunca falou abertamente sobre suas dificuldades.

Direito não é segredo, e informação de utilidade pública precisa circular. Às vezes, compartilhar uma informação não muda o mundo inteiro, mas pode fazer muita diferença no mundo de alguém.

Fontes oficiais para consulta

Todas as informações foram apuradas em páginas e documentos do governo federal e do Ministério da Saúde, consultados em 2 de novembro de 2026.

Programa Dignidade Menstrual

Atendimento psicológico e proteção às mulheres

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